terça-feira, 29 de maio de 2012

Concurso Palavras Sentidas…

   Na aula de Português, foi-nos dado a conhecer o Projeto Palavras Sentidas, dinamizado nas escolas do concelho de Torres Vedras e de Lourinhã.



   Atendendo ao meu gosto pela escrita, desde logo senti um enorme desejo de participar. Pus mãos à obra e, imaginem só, um dos meus poemas foi o premiado, “Consciência”.     A arte de escrever deve ser sempre privilegiada. Ao escrevermos, temos a possibilidade de ver a vida de outra perspetiva, deixando apenas fluir os nossos sentimentos…

Espero que apreciem!

Pedro Fialho
19 de abril de 2012

Consciência
Quero gritar por todos os pensamentos que deixei espalhados,
Porque se assim for, não existirão quaisquer provas da minha existência.
O futuro que eu devia ter agarrado está agora dividido entre a liberdade e a dignidade.
Oh! Como eu queria eliminar esta minha imagem distorcida!
Queira eliminá-la, pois sei que ela é o meu limite.
Já não existem dias neste calendário, nem imagem que possa refletir tanta ganância.
Escrever e apagar;
Apagar e rescrever;
Tudo isto apenas para recordar,
Reviver.
Porque guiado por este sentimento,
Sentimento este a que me entreguei de corpo e alma,
Passei a sentir a falta de todos os outros sentimentos que abandonei.
Essa falta é na verdade um vazio,
Por sentir esse vazio, choro e
Um coração que chora é um coração
Triste e solitário.
Pedro Fialho

Para quê…
Se a vida não é uma guerra porque é que temos sempre de batalhar?
Se a vida não é uma guerra porque é que tentamos sempre sobreviver-lhe?
Se a vida não é uma guerra porque é que temos sempre de nos defender?
Se a vida não é uma guerra porque é que temos sempre de lutar por nós e por aqueles que amamos e nos são importantes?
Para quê tanto sofrimento?
Para quê tanta miséria?
Para quê tanta fome?
 Para quê tanta destruição?
Para quê tanta morte?
Para quê tanta desgraça?
Para quê tanto batalhar?
Para quê tanta ganância?
Para quê tanta arrogância?
Se mais tarde ou mais cedo,
Todos morremos,
E nada levamos,
Desta vida que vivemos,
A não ser o mal que fizemos.
Pedro Fialho

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